Por Jacson Lusa
O sentimento de fazer parte, de ser entendido e compreendido pela sua essência é como ganhar um abraço apertado e sincero de quem sente muita saudade.
Vocês, caros leitores, já leram tantas histórias sobre mim, já conheceram a vó Chica, já correram no potreiro de minha infância, já se lavaram na minha sanga e foram na roça comigo. Já conhecem meu gosto de aventura e alguns dos tantos trabalhos que tive em minha jornada.
Aos poucos entrego as coisas mais valiosas que tenho, exponho os detalhes do meu viver e aninho muito daquilo que sou em vossos corações. E não o faço com a pretensão de ensinar a viver, muito menos quero dizer que tudo que fiz foi correto, mas que cada um dos fatos que lembro e revivo aqui me deixaram algum aprendizado, e esse sim quero dividir.
Quando divido as minhas vivências é como se estivesse entregando abraços em forma de texto, para que aquilo que eu vivi não tenha sido em vão. Muitas coisas serviram de aprendizado pra mim, e sinto que se a vida abriu os braços para me entregar um abraço, o mínimo que preciso fazer é devolver de alguma forma.
E há sim um sentimento de que ao dividir partes valiosas de mim, de certa forma estou permitindo que você faça parte da minha vida e quando, porventura, alguém compreende ou entende aquilo que escrevo, eu sinto que faço parte também.
Quando quatro braços se abrem é como se essa fosse a forma mais compreensiva de explicar coisas que as palavras não conseguem alcançar, e quando se fecham e se apertam para se tornar um abraço só, é como se tudo aquilo que sentimos tivesse sido entendido, sem a necessidade de falar.
Esse “abraço” não necessariamente precisa ser físico, pode ser dado ao abraçar uma causa, ao compartilhar algo de bom, ao dar um sorriso, ao desejar um bom dia, ao enviar um retrato do sol nascendo, ou simplesmente ao mandar uma mensagem dizendo: “Estou aqui”.


