Por Flávio Green Koff
Vamos, com certeza, conhecer os resultados negativos deste lamentável evento com despesas astronômicas, incluindo abertura de avenidas no âmago da Floresta Amazônica, fato denunciado por grandes nações as quais não compareceram à promoção.
Por exemplo, a recepção ocorreu na noite de quinta-feira, 6 de novembro de 2025, no âmbito da “Cúpula de Líderes” da COP30.
Consta que a programação oficial o fixava como “Coquetel oferecido pelo Presidente da República e pela senhora Janja Lula da Silva aos Chefes de Delegação”.
O cardápio: organizado pelo chef paraense Saulo Jennings, incluiu peixes típicos da Amazônia (ex.: filhote, pirarucu) servidos em cuias, e houve ilha de drinks com oito tipos. A ambientação: luzes em tons azul e violeta, telões com imagens da floresta amazônica e ribeirinhos, som imersivo e ambiente “experiência” à parte da zona principal da COP.
Alguns veículos apuraram que nenhum chefe de Estado (apesar de convidados) compareceu; outro aponta que apenas 17 chefes de Estado e de Governo estiveram em Belém na cúpula, o que foi classificado como baixo comparado a edições anteriores (em que 75 a 120 estiveram).
Bem, não tem coquetel, totalmente fracassado sem a presença de nenhum convidado, mas, tem festa no luxuoso iate presidencial alugado.
O fato de o custo total do contrato e o número de pessoas acomodadas não terem sido divulgados gera questionamentos quanto à publicidade e controle.
O uso de embarcação de luxo para hospedagem presidencial em evento que enfatiza sustentabilidade e debate climática causa dissonância simbólica — “luxo público” versus discurso de austeridade ou de responsabilidade climática, narrativas do “ Pai dos Pobres”.
A dupla embarcação (“principal” + apoio) sugere complexidade logística e custos adicionais que talvez não tenham sido plenamente justificados em transparência.
O transporte fluvial e o uso intensivo de equipamentos navais para hospedagem implicam consumo de combustível, impacto de apoio logístico, o que pode entrar em contradição com o foco ambiental do encontro. O custo ambiental não está detalhado.
A transparência insuficiente mina a legitimação do gasto perante a sociedade — se a sociedade não consegue verificar os detalhes de custo e escala, surge a percepção de privilégio.
O evento tende ao fracasso, desperdício e notório desprezo ao dinheiro público em relação a realidade do povo brasileiro. Mas vamos bailar aproveitando as ondas, do vai e vem, produzidas pelo rio que banha Belém do Pará.


