Por Jácson Lusa | Tradicionalista, poeta, pesquisador, comunicador de rádio e cursando bacharelado em Administração
Não precisa muito para o ser humano ser humano se sentir acolhido, fazendo parte, incluído e principalmente valorizado. Isso independe se for em uma comunidade, em uma equipe de trabalho, em uma sala de aula, em um grupo de amigos…
Nos últimos dias tive a oportunidade de viver momentos grandiosos no meu trabalho, onde viajei para participar de uma feira em Goiás e logo na volta para minha cidade tive a oportunidade de recepcionar colegas e amigos de todo o Brasil que vieram para uma convenção na empresa.
Depois de tanto ser bem recebido em alguns lugares, muitos colegas se tornaram amigos, e então resolvi convidar alguns desses colegas para fazermos uma confraternização um dia antes da convenção, e para isso, como bom gaúcho hospitaleiro que sou, fiz um costelão em um galpão. Uma forma simples e muito característica do povo aqui do sul de receber amigos com um churrasco, uma costela, um chimarrão bem cevado, este não muito apreciado pelos amigos do Pará, Maranhão, Amazonas, como era de se esperar.
Depois de aprovada a costela, essa sim, unanimidade entre os convidados, rendeu até pedidos para que eu os ensinei a assar pois querem fazer em suas residências, tivemos momentos de colocar a conversa em dia, e fortalecer as relações de amizade.
Creio que o meu objetivo foi atingido, que de uma forma simples era fazer com que essas pessoas, que sempre me fazem sentir-se em casa quando estou longe do Sul, se sentissem em casa quando aqui estivessem. Creio, também, que puderam perceber que são pessoas importantes pra mim não só na minha jornada profissional, mas nas minhas relações de amizade.
Gestos simples são muito poderosos e são capazes de abrir portas que a gente nem imagina. São esses momentos que marcam nossa jornada e que se tornam lembranças que valem a pena serem resgatadas depois que o tempo passa. Muito mais do que socializar, estar com as pessoas, fazer parte de suas jornadas e criar memórias capazes de gerar vontade de repetir, de voltar, e de viver novamente.
Como falei, não precisa muito para o ser humano se sentir acolhido, e quando fizemos isso abrindo a porta da nossa casa a importância se torna muito maior, porque de certa forma quebramos barreiras que separam o profissional do pessoal, porque essa barreira é apenas imaginária, amizades não respeitam essas barreiras.


