Por Samira José Turconi |Bioquímica, sócia-fundadora da Associação Médico-Espírita da Serra Gaúcha, do Centro Espírita Allan Kardec e expositora da Doutrina Espírita.
Dizem que nosso Pai do Céu permaneceu muito tempo examinando, examinando… e, em seguida, chamou a Mulher, deu-lhe o título de Mãezinha e confiou-lhe as criancinhas. Por esse motivo, nossa Mãezinha é a representante do Divino Amor no mundo, ensinando-nos a ciência do perdão e do carinho, em todos os instantes de nossa jornada terrena. Mãe, criatura luminosa, que clareia a noite densa do processo de crescimento daqueles que vêm em seus braços, na condição de filhos, na ansiosa busca do progresso e da felicidade. Mãe, ente silencioso, que nas horas de testemunho, se sacrifica em benefício daqueles que Deus lhe concedeu, por empréstimo, para que os conduza de volta ao Criador. Mãe, pessoa devotada, que persevera diante da Vida e que acredita no triunfo do Bem eterno, nunca desistindo de lutar e de doar-se. Mãe, anjo de paciência e gentileza, que com serena abnegação, mesmo nas horas difíceis, consegue transformar as estruturas morais humanas deficientes em resistência e vigor para o enfrentamento da reencarnação. Mãe, ser divino, age com a certeza de que o amor tudo pode, convertendo-se na segurança de que se faz indispensável para que a vitória seja alcançada por aqueles que conduz. Mãe, ser que aceita as ingratidões dos filhos sem desanimar, que aceita as vicissitudes da existência sem se desarmonizar, que enfrenta os embates do cotidiano, sem enfraquecer, que prossegue perseverando nos deveres e se entrega com total doação. Mãe, criatura alegre, que consegue sorrir, mesmo diante das preocupações e angústias de seus filhos, nunca cedendo espaço ao desespero ou à revolta, nem mesmo diante de suas quedas e fracassos. Mãe, criação celeste, que na opulência ou na pobreza, representa o poder de Deus em sua maternidade, sendo a co-criadora na condição de anjo do lar. Mãe, ser incompreendido, porque nem todos os filhos conseguem aquilatar a sua grandeza, mas mesmo assim, consegue amá-los em quaisquer situações, educando-os sem cessar, amparando-os continuamente e conduzindo-os para que caminhem com seus próprios pés.
Educar um filho é sempre uma missão, conforme o descrito na questão 582 de O Livro dos Espíritos, codificado por Allan Kardec. Sendo uma missão, portanto, terá a mãe que assumir as responsabilidades de sua ação junto àquela criança que Deus colocou em suas mãos, recolhendo as consequências advindas de sua execução. Dessa forma, nós podemos imaginar, mesmo que parcamente, o nível da responsabilidade assumido pelos pais de Jesus, em especial por Maria de Nazaré, que se dedicou com amor, carinho, compreensão e renúncia àquele filho que lhe vinha dos mais altos planos da vida, e que desempenharia espinhosa e árdua missão entre os homens. As mães pretendem, constantemente, buscar o melhor para os filhos, preocupando-se com seu bem-estar. Sofrem diante de suas dores e alegram-se com suas alegrias. O exemplo de fé de Nossa Senhora, Maria Santíssima, deve inspirar a todas as mães ao enfrentarem as dificuldades da vida, os obstáculos que se apresentam no caminho, com esperança e coragem, pois sabemos que a misericórdia infinita não desampara ninguém, principalmente as mães que aceitaram essa missão de encaminhar as almas de seus filhos para a reaproximação com o amor de Deus.
Mãe, ser que doa amor, porque considera seu o dever de amar, mesmo quando seus filhos tenham as pernas trôpegas e ferido seus sentimentos. A maternidade é um privilégio que Deus concedeu à mulher, mas os filhos excepcionais são confiados tão-somente às grandes mulheres, que demonstram uma capacidade de amar até o infinito. Mãe, ser incansável, nada detém o seu amor, ama, insiste e persevera sem descanso, trabalhando os diamantes brutos que deve lapidar. Maria, a Mãe Santíssima da Humanidade, coroe de paz e alegria todas as mães em todos os dias suas vidas! Feliz Dia das Mães!



