Com a aproximação da Black Friday — oficialmente marcada para 28 de novembro, mas já antecipada por todo o mês — cresce não apenas o volume de promoções, como também os golpes que se espalham pelo país. Em Garibaldi, o alerta é o mesmo: consumidores devem redobrar a atenção para não cair em fraudes que imitam lojas conhecidas, oferecem descontos “imperdíveis” e até clonam páginas oficiais.
Segundo o Procon local, os golpes mais frequentes nesta época envolvem não cumprimento da oferta e pagamentos realizados para produtos que nunca chegam. A coordenadora do órgão, Luciana Lima Saleh, reforça que idosos e pessoas com pouca familiaridade digital seguem como os mais vulneráveis. Entre as principais orientações, estão confirmar se o site é oficial, consultar reclamações, desconfiar de negociações via WhatsApp não certificado e, quando possível, buscar atendimento presencial. Em caso de fraude, o consumidor deve registrar BO e informar o Procon, que pode atuar quando houver propaganda enganosa.

O setor bancário também acende o alerta. Para o Diretor de Operações da Sicredi Serrana, César Antônio Possamai, é nesta época que crescem sites falsos, links maliciosos e golpes envolvendo boletos e QR Codes adulterados. Sinais de urgência (“últimas unidades!”, “somente hoje!”) e ofertas muito abaixo do preço de mercado devem ser vistos como bandeira vermelha. Ele reforça que o banco nunca solicita senhas ou dados por mensagem, e que pagamentos via Pix exigem redobrada conferência dos dados.

Caso o consumidor perceba que caiu em golpe, a orientação é bloquear imediatamente o meio de pagamento, comunicar o banco, reunir provas e registrar boletim de ocorrência. Ferramentas como o MED (Mecanismo Especial de Devolução) podem ajudar em casos de Pix suspeito. Tecnologias de segurança reforçadas, alertas e monitoramentos já estão ativos nos sistemas da Sicredi Serrana para proteger o cliente durante o período crítico.
Além dos cuidados, a Black Friday deve trazer movimento intenso ao comércio gaúcho. Levantamento realizado pela Federação Varejista do RS revela que o consumidor do Estado está mais preparado e pretende gastar mais: o ticket médio estimado é de R$ 1.286,84, 59% acima da média nacional. Categorias de alto valor continuam entre as mais desejadas pelos gaúchos, com destaque para smartphones, eletrodomésticos e eletroportáteis, embora vestuário e calçados liderem no interesse geral.
A pesquisa também aponta forte equilíbrio entre os canais de compra: lojas físicas (40,2%), sites (39,7%), comparadores de preços (39,4%) e até o Instagram (23,5%) dividem protagonismo. Entre as formas de pagamento, o cartão de crédito segue na liderança, enquanto o Pix cresce e reforça a necessidade de atenção.
Entre os diferentes perfis identificados, jovens são mais influenciados por redes sociais, adultos buscam maior relação entre preço e valor, e consumidores com mais de 55 anos preferem lojas físicas e pagamento à vista. Mulheres pesquisam mais canais e gastam mais; homens compram mais itens ligados à tecnologia.
Em um período marcado por ofertas tentadoras, a recomendação unânime dos especialistas é clara: pesquisar, comparar e desconfiar. Informação, cautela e alguns minutos de verificação podem ser decisivos para transformar uma boa oportunidade em economia real — e não em prejuízo.



