Por Samira José Turconi
Nos tempos atuais, vemos que a maioria das pessoas utiliza seu tempo livre no celular, disponível na palma da mão, 24 horas por dia. Percebe-se que, cada vez mais a mídia está presente no dia a dia das pessoas, exercendo influências, possuindo grande poder de persuasão, convencimento e sedução do público. Sabe-se que a mídia possui grande influência na vida das pessoas, sendo que, pode ser tanto positiva quanto negativa. Crimes, drogas, sexo, zumbis, vampiros: cenas comuns nas telas dos celulares e em jogos de videogame. Se, para adultos, são apenas entretenimento, para crianças e adolescentes, em processo de desenvolvimento intelectual e social, esses conteúdos podem assumir outro sentido e se tornar um problema, principalmente quando lhes faltam limites e orientação da família. Psicólogos ressaltam que esses conteúdos não são sozinhos os responsáveis pelas condutas inadequadas dos jovens e pela formação da sua personalidade, mas que podem, sim, influenciar suas atitudes.
Muitas vezes, o que a mídia apresenta serve de regra para o julgamento do que é ou não belo, o que faz com que as pessoas busquem incessantemente adequar-se aos parâmetros estabelecidos por esta. Crianças, jovens, adolescentes e adultos estão interligados a um ciclo muitas vezes vicioso, onde tudo o que sabem sobre os acontecimentos do Brasil e do mundo são adquiridos pelos repasses das redes de comunicação. O grande problema é acreditar em tudo o que escutamos, sem procurar se em outras fontes a informação é repassada da mesma maneira. As redes sociais, criadas para conectarem pessoas, tornaram-se um grande teatro público; pois as fotos e vídeos postados, dificilmente, retratam a realidade, conforme resultado de inúmeras pesquisas realizadas. Até mesmo, os grandes portais tradicionais de notícias, apresentam uma quantidade enorme de matérias pagas. Vemos tanto conteúdo sendo liberado pelas mídias sociais de baixo valor intelectual, como também vemos a abundância de filmes com enredos duvidosos, sem nenhum interesse moral que possam ajudar a formar o conhecimento, principalmente dos mais jovens que são os que mais utilizam as redes. Ao avaliarmos a influência da mídia nas escolhas dos cidadãos comuns, podemos inferir que os conteúdos presentes nos grandes veículos de comunicação são neutros? Absolutamente, sem titubear, a resposta é não! Seria ingenuidade intelectual pensar o contrário. Nesse panorama, como fica o divulgador de conteúdos doutrinários, morais e elevados? Como esse ambiente artificial e de superficialidades pode conferir espaço para aqueles que tentam divulgar assuntos nobres e com orientação moral do Evangelho de Jesus? Sobra um espaço muito pequeno. Quem dá mais atenção ao conteúdo sensacionalista, cheio de exageros, de falsidades e que fazem apologia ao materialismo, está fazendo uma escolha baseada em seu livre-arbítrio, em seu legítimo direito. Mas, sempre há os que, já despertos para a verdadeira Vida, preferem a palavra do Alto. Assim, produzir conteúdo edificante, sincero, honesto e que se diferencia do modismo, do banal, do corriqueiro, do sensacionalismo, torna-se raro mais muito importante nos dias em que vivemos. Toda a história do Cristianismo foi marcada pela luta entre o Mal que tenta derrubar o Bem, pelo ensinamento elevado que incentiva que cultivemos os verdadeiros valores morais como a humildade, a honestidade, o desapego e o perdão. Quando fazemos essa escolha, estamos trabalhando em combater o materialismo, esse mal que está dominando a mente humana. O materialismo que ainda exerce grande influência sobre todos nós e que leva aos indivíduos a ausência do propósito de vida. O grande propósito para todos nós: a nossa evolução moral.


