Garibaldi voltou a ser alvo de ação da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira, dia 26 de fevereiro. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em duas residências, uma no centro e outra no bairro Cairú, na segunda fase da Operação Lamaçal.
De acordo com a Polícia Federal, os crimes investigados envolveriam desvio que apura possível desvio de recursos públicos repassados para recuperação dos estragos causados pelas enchentes que atingiram o RS.
Marcelo Caumo, ex-prefeito de Lajeado e ex-secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, foi preso temporariamente durante as diligências da segunda fase da Operação. A prisão tem validade de cinco dias, que podem ser prorrogados. Caumo esteve à frente do Executivo municipal entre 2017 e 2024. A investigação não tem relação com a atual gestão.
Uma empresária também teve prisão temporária decretada por ordem do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Outros 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, além de Garibaldi, Muçum, Encantado, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Houve ainda o afastamento do cargo de uma vereadora, em Encantado.
A primeira fase da Operação Lamaçal aconteceu em novembro do ano passado. Segundo a PF, o material apreendido na ocasião corroborou a hipótese de possível direcionamento de certames, identificando teóricas irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado com empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestação de serviços de assistência social. Ainda de acordo com a PF, tais contratações não teriam observado a proposta mais vantajosa ao município, ocorrendo por valores acima dos preços de mercado.
Também conforme a PF, foram verificadas supostas irregularidades na contratação de serviços terceirizados de psicólogo, assistente social, educador social, auxiliar administrativo e motorista. Na época, aponta a investigação, houve dispensa de licitação, sob a justificativa do estado de calamidade pública de Lajeado após o dilúvio, resultando na contratação direta da empresa investigada. Tais contratos teriam somado cerca de R$ 120 milhões.
Os investigados poderão responder pelos crimes de desvio, ou aplicação indevidamente, de rendas ou de verba pública; de contratação direta ilegal, de fraude em licitação ou em contrato, de corrupção passiva, de corrupção ativa, de associação criminosa e de lavagem de dinheiro.
Nota da prefeitura de Lajeado
Nota oficial
A Prefeitura de Lajeado informa que, na manhã desta quinta-feira (26/02), a Polícia Federal realizou diligências junto a setores do Executivo municipal, no âmbito da segunda fase da Operação Lamaçal.
A ação integra investigação relacionada a contratos de prestação de serviços terceirizados firmados em períodos anteriores à atual gestão.
Desde o início da operação a Administração Municipal vem colaborando com as investigações e prestando todas as informações e fornecendo documentos solicitados, reafirmando seu compromisso com a transparência, a legalidade e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.”



