Por Samira José Turconi
O Espírito que renasce em novo corpo carnal tem por meta aprimorar-se estando para tanto com os pais e outros seres adultos a incumbência de conduzi-lo e orientá-lo na vida para a Vida, instruí-lo para superar a própria ignorância, de libertá-lo das trevas para arremessá-lo à luz de Deus, e tudo isto é o que se chama Educação. Lamentavelmente é que, na grande maioria dos casos, os indivíduos que recebem o Espírito na fase infantil e que têm o dever de norteá-lo pela vida, não se apercebem da sua realidade espiritual. Alguns supõem sejam as crianças seres virgens, recém-criados por Deus, isto, quando admitem a existência de Deus e que, dessa forma, são tábuas em branco onde tudo começará a ser escrito, pelos pais, iniciando-se todo o processo da individualidade. Muitos creem que as crianças sejam verdadeiros bibelôs, patrimônios de seus genitores e que por isso deverão seguir modelos por estes estabelecidos, como cópia humana de velhos caracteres. O pensamento do Espiritismo, a tal respeito, é que o ser que os genitores conduzem nos seus braços carinhosos, não passa de milenário viajor da evolução para o Criador, patrimônio superior que a Divindade concede por empréstimo, estando na Terra para o esforço da autossuperação, da reestruturação do caráter moral e abrilhantamento intelectual, como aluno que assiste às classes no grande educandário do mundo. Para a Veneranda Doutrina Espírita, a aparente inocência oculta bagagens alicerçadas ao largo de séculos de subidas e de quedas, adquirindo experiências importantes na rota da Grande Vida. Dessa forma, educar a criança significará trabalhar para podar ou inibir a ação dos elementos perniciosos trazidos no seu âmago, ao mesmo tempo em que se incrementará e incentivará as conquistas felizes, maduras, enobrecidas que demonstre. Por impositivo da sabedoria divina, no homem, a infância demora maior período do que em outro animal qualquer. Isto porque, enquanto o Espírito assume, a pouco e pouco, o controle da organização fisiológica de que se serve para o processo evolutivo, mais fáceis se fazem as possibilidades para a fixação da aprendizagem e a aquisição dos hábitos que o nortearão por toda a existência planetária.
Não há dúvida de que os pais – pai e mãe- são os principais responsáveis pela educação dos filhos. São eles que acompanham no dia a dia e podem observar as suas reações e comportamento, identificando as suas más tendências e procurando corrigi-las no momento certo. Para isso precisam estar sempre atentos e dispostos a “gastar” (investir) tempo na sua orientação. Assevera Emmanuel: “A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter”. Feliz Dia das Crianças!


