A durabilidade e a eficiência da sinalização horizontal nas rodovias da Serra Gaúcha estão sendo avaliadas em um estudo técnico conduzido pela CSG. A concessionária implantou uma pista-teste na ERS-446, no km 6, em Carlos Barbosa, com o objetivo de comparar o desempenho de diferentes tipos de tintas utilizadas na pintura das faixas de sinalização, fundamentais para a orientação dos motoristas, especialmente durante a noite e em condições de chuva. O trabalho ocorre sem interferência no tráfego de veículos.
O experimento envolve a aplicação de três formulações distintas de sinalização horizontal: tinta tricomponente, também conhecida como plástico a frio, Acquaplast® e Acquaplastic EPX. As tintas foram aplicadas em faixas transversais instaladas nas proximidades do ponto de pedágio eletrônico no sistema free flow. Ao longo de oito meses, equipes técnicas realizarão medições quinzenais para acompanhar o desgaste dos materiais em condições reais de circulação de veículos.
O principal parâmetro analisado é a retrorrefletividade, indicador técnico que mede a capacidade da sinalização refletir a luz dos faróis de volta ao motorista. Quanto maior esse índice, maior a visibilidade das faixas no período noturno. Esse desempenho está diretamente relacionado ao conjunto formado pela tinta e pelas microesferas de vidro incorporadas à pintura, que funcionam como microespelhos e garantem o retorno da luz na direção do condutor.


De acordo com a CSG, a perda dessa capacidade de reflexão reduz a distância de visualização das faixas e diminui o tempo de reação dos motoristas, fatores que impactam diretamente a segurança viária. Além do brilho da pintura, o estudo também cruza dados de volume de tráfego e de precipitação, permitindo avaliar como o fluxo intenso de veículos e as condições climáticas contribuem para a degradação da sinalização ao longo do tempo.
A expectativa é que os resultados auxiliem no planejamento de ações de manutenção preventiva, possibilitando a priorização de pontos críticos e o uso mais eficiente dos recursos destinados à conservação das rodovias. Para o diretor-presidente da CSG, Ricardo Peres, os benefícios do estudo refletem diretamente na segurança dos usuários. Segundo ele, uma sinalização mais visível proporciona maior antecedência na identificação dos limites de pista e das orientações viárias, aspecto ainda mais relevante em trechos sujeitos à neblina e à baixa luminosidade.



