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Campanha dos Bancos Vermelhos marca luta contra o feminicídio em Garibaldi

Mais do que um elemento urbano, o Banco Vermelho é um símbolo internacional de alerta e conscientização sobre o feminicídio e a violência de gênero.

Em Garibaldi, a campanha ganhou um marco histórico com a instalação do primeiro Banco Vermelho da cidade, colocado na Delegacia de Polícia, também uma das primeiras delegacias do Estado a receber a iniciativa. A ação foi abraçada pelo Grupo Elas, associação que atua no apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social e na defesa da vida, especialmente das mulheres. 

Pintado na cor que remete ao sangue derramado por vítimas da violência doméstica, o Banco Vermelho ultrapassa a função de mobiliário urbano. Ele carrega mensagens diretas de conscientização, divulga canais de denúncia e convida a sociedade a refletir. Quando vazio, simboliza a ausência das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas; mesmo em silêncio, comunica urgência, dor e resistência.

Além da instalação do banco oficial, o Grupo Elas ampliou a campanha com a confecção de mini bancos vermelhos, que estão sendo distribuídos em empresas, estabelecimentos comerciais, postos de saúde e outros espaços da cidade. Junto aos banquinhos, são entregues folders e cartazes informativos, reforçando orientações, contatos de emergência e a importância da denúncia como forma de proteção e prevenção.

A campanha Banco Vermelho teve origem na Itália, em 2016, e desde então se espalhou por diversos países, como Estados Unidos, Espanha, Áustria, Austrália, Argentina e Brasil. No Rio Grande do Sul, a iniciativa ganha ainda mais relevância em um contexto de crescimento dos índices de feminicídio.

Em Garibaldi, os números reforçam a gravidade do tema. Em 2025, a Delegacia de Polícia do município registrou 166 boletins de ocorrência de violência doméstica e um caso de feminicídio. Dados nacionais também são alarmantes: o Brasil ocupa a quinta posição mundial em homicídios de mulheres, e em cerca de 90% dos casos os crimes são cometidos por homens, geralmente pessoas próximas às vítimas, como companheiros e ex-companheiros. 

O Grupo Elas reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva. A campanha busca romper o silêncio, ampliar o acesso à informação e lembrar, diariamente, que feminicídio zero é uma causa de toda a sociedade.

Casos de violência doméstica podem ser denunciados de forma gratuita e sigilosa pelo telefone 180 – Central de Atendimento à Mulher.

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